Escolas e creches juntam três fatores que atraem pragas: comida (refeitórios, lanches), muitas pessoas em pouco espaço e rotinas de limpeza que nem sempre chegam a todos os cantos. Ao mesmo tempo, é o local onde qualquer intervenção exige mais cuidado, porque os utilizadores são crianças. A boa notícia: existe uma forma de trabalhar que reduz os problemas e o uso de químicos.
1. Prevenção primeiro
A maior parte das infestações escolares resolve-se, ou nem chega a acontecer, com medidas simples:
- Alimentos bem guardados em recipientes fechados, mesmo os lanches esquecidos em mochilas e cacifos.
- Limpeza regular das zonas de refeição, com atenção a cantos, atrás de frigoríficos e debaixo de balcões.
- Lixo em contentores com tampa, retirado diariamente, e ilhas de resíduos afastadas dos edifícios.
- Vedação de frestas, rodapés soltos, condutas e ralos, sobretudo nas cozinhas e casas de banho.
- Controlo da humidade, que atrai baratas e peixinhos-de-prata.
- Jardins e recreios sem entulho, água parada ou vegetação encostada aos edifícios.
2. Métodos de baixo risco
Quando é preciso intervir, os profissionais devem privilegiar:
- Iscos em estações fechadas e seguras, que não ficam ao alcance das crianças.
- Armadilhas mecânicas e adesivas, colocadas em locais inacessíveis.
- Géis-isco em fissuras, em vez de pulverizações em superfícies amplas.
- Aplicações localizadas, com produtos autorizados e indicados para a utilização em ambientes sensíveis.
Evite nebulizações ou pulverizações gerais em espaços ocupados, exceto se estritamente necessário e com todas as precauções.
3. Planear as intervenções
- Realize os tratamentos fora do horário escolar, ao fim de semana ou em períodos de férias, sempre que possível.
- Combine com a empresa o tempo de reentrada e a ventilação necessária antes de as crianças voltarem.
- Assegure que os produtos são guardados fora do alcance e nunca em recipientes de alimentos.
- Peça que as zonas tratadas sejam identificadas para o pessoal de limpeza saber o que não deve lavar.
4. Comunicação com a comunidade escolar
Informar é uma boa prática e evita alarmismo. Antes de uma intervenção, avise com antecedência os professores, os assistentes, as famílias e a equipa da cantina, explicando o que vai ser feito, quando e que cuidados são necessários. Crianças com asma, alergias ou outras condições devem ter atenção específica.
5. Registos e responsabilidade
Uma empresa séria fornece, depois de cada visita, um relatório escrito com as observações, os produtos usados e as recomendações. Guarde-os: são úteis em auditorias e para acompanhar tendências. Se ainda não tem contrato, veja o que deve incluir um contrato de controlo de pragas.
Pragas mais comuns em escolas
- Baratas nas cozinhas e refeitórios. Veja desbaratização.
- Ratos em despensas, arrecadações e exteriores, sobretudo no outono.
- Formigas em salas e refeitórios.
- Piolhos nas crianças: não são uma praga do edifício, mas exigem informação às famílias e tratamento de cada caso.
- Pombos e gaivotas em beirais e pátios.
Como escolher a empresa
Peça referências de trabalhos em escolas ou espaços de saúde e educação, verifique os seguros e as habilitações, e compare propostas de várias empresas do diretório. Pergunte especificamente como asseguram a proteção das crianças. Se prefere pedir propostas de uma só vez, use pedir orçamento.
Perguntas Frequentes
Um tratamento obriga a fechar a escola?
Nem sempre. Com iscos e géis em locais inacessíveis, o funcionamento pode continuar. Já os tratamentos mais amplos devem acontecer fora do horário e com o tempo de reentrada respeitado.
Os produtos usados são seguros para as crianças?
Quando bem escolhidos, aplicados por profissionais e respeitadas as instruções, o risco é minimizado. Peça sempre à empresa as fichas de segurança dos produtos.
Com que frequência devem ser feitas as visitas?
Depende do risco. Em escolas com cantina, é habitual uma visita mensal ou bimestral de monitorização.