Controlo de Vespas

Controlo de Vespas

Vespas em Portugal: Riscos e Precauções

As vespas são insetos que, embora desempenhem um papel ecológico como predadores de outros insetos, representam um risco quando constroem ninhos junto a habitações, escolas, locais de trabalho ou espaços de lazer. As picadas provocam dor imediata e uma zona vermelha e inchada; segundo o Manual MSD, uma única picada pode desencadear uma reação anafilática potencialmente fatal em pessoas alérgicas, com sinais como erupção cutânea, comichão generalizada, pieira e dificuldade em respirar. O INIAV aconselha, em caso de alergia, a ligar ao 112 ou a dirigir-se de imediato a um centro de saúde ou hospital.

A remoção de ninhos convém ser feita por profissionais com equipamento adequado; no caso da vespa-asiática, o INIAV indica que os ninhos só devem ser destruídos por técnicos preparados para o efeito. O Plano de Ação para a Vigilância e Controlo da Vespa velutina em Portugal (versão de janeiro de 2018, revista pela Comissão de Acompanhamento em que participam a DGAV, o ICNF e o INIAV, entre outras entidades) indica que a destruição parcial de um ninho dispersa as vespas, que podem formar novos ninhos, e que os ninhos não devem ser atacados com armas de fogo.

Espécies de Vespas em Portugal

Vespa Comum (Vespula vulgaris) e Vespa Germânica (Vespula germanica)

Segundo a ficha de identificação de ninhos do ICNF e do INIAV, o ninho da vespa comum é cónico, com uma pequena abertura escondida na parte inferior, e surge no chão ou em pequenos espaços de edifícios. Mede cerca de 30 por 35 cm. A vespa germânica faz ninhos ligeiramente maiores e acinzentados. Os ninhos são feitos de fibras de madeira mastigadas, o que lhes dá aspeto de papel (Anticimex).

Vespa-Europeia ou Vespão (Vespa crabro)

É a espécie com que o Plano compara a vespa-asiática. O seu ninho, cilíndrico, com abertura ampla na base e cerca de 30 por 60 cm, faz-se em árvores ocas ou chaminés e raramente ao ar livre. As obreiras medem 1,8 a 2,3 cm.

Vespa-Asiática (Vespa velutina)

Espécie exótica invasora, cuja presença é reportada em Portugal desde 2011 (INIAV), predadora das abelhas. Segundo o Plano, distingue-se do vespão pelas patas de extremidades amarelas, pelo tórax muito escuro, quase preto, e pela parte superior da cabeça escura; as obreiras medem 1,7 a 3,2 cm. Na primavera, cada rainha constrói sozinha um ninho pequeno, uma esfera de 5 a 10 cm. Depois muda-se para um ninho secundário, redondo ou em forma de pera, com abertura lateral e cerca de 60 por 80 cm. Segundo esse documento, 73% estão em árvores a mais de 10 m e 10% em edifícios. O Plano refere ninhos com 2000 a 13 000 vespas.

Segundo o Plano, a vespa-asiática não é individualmente mais perigosa para as pessoas do que a vespa-europeia, mas reage de forma agressiva quando o ninho é ameaçado: perante uma vibração a 5 metros, pode haver uma resposta de grupo que persegue a fonte da ameaça durante cerca de 500 metros. Veja também vespa-asiática em Portugal.

Quando Aparecem os Ninhos?

A Anticimex descreve um ciclo anual comum: as rainhas hibernam no inverno, iniciam a postura na primavera, a população atinge o pico no verão e as colónias morrem no inverno. Na vespa-asiática, o Plano indica que as rainhas saem da hibernação em fevereiro e março, que a maior pressão sobre as abelhas ocorre entre junho e setembro e que os ninhos primários destruídos no início da primavera reduzem a propagação.

Vespa-Asiática: A Quem Comunicar

Segundo o INIAV, quem avistar vespas ou ninhos de vespa-asiática deve preencher o formulário para cidadãos da plataforma STOPVespa, desenvolvida pelo ICNF; os registos originam uma notificação por e-mail aos municípios respetivos. Os municípios de Odemira e de Grândola indicam ainda a linha SOS Ambiente e o de Odemira o serviço municipal de proteção civil; o do Porto pede que os avistamentos, mesmo em caso de dúvida, sejam comunicados à linha municipal. A plataforma pede a georreferenciação do ninho ou dos exemplares e o preenchimento de um formulário. O Plano de Ação enquadra a atuação em Portugal continental (INIAV); nas regiões autónomas, informe-se junto do município ou dos serviços regionais.

O INIAV recomenda manter cerca de 5 metros de distância, não destruir o ninho por iniciativa própria, não enxotar insetos isolados e não usar armadilhas domésticas, que afetam outras espécies. O INIAV identifica gratuitamente exemplares enviados em recipiente rígido, sem álcool nem água, mas não por fotografia.

O Plano de Ação prevê que a destruição dos ninhos seja da responsabilidade da câmara municipal ou de entidade por esta autorizada, acompanhada pelo proprietário ou arrendatário. Por isso, convém comunicar o avistamento antes de contratar uma empresa privada. O Plano é de 2018 e as práticas de cada município podem variar.

Processo de Remoção Profissional

Inspeção e Identificação

O técnico identifica a espécie, localiza o ninho e avalia tamanho e atividade, o que determina o método e o equipamento. O projeto final da norma europeia EN 16636 (2014) previa um diagnóstico com deteção e identificação da espécie e avaliação da extensão e distribuição da presença.

Tratamento e Remoção

Para a vespa-asiática, o Plano descreve uma aproximação o mais silenciosa possível, ao entardecer, ao amanhecer ou, de preferência, à noite, com dois fatos de trabalho sobrepostos, semelhantes aos da apicultura. Recomenda-se injetar o biocida no orifício de entrada e pulverizar o ninho com vara extensível. Só podem ser usados biocidas autorizados pela DGS e os de uso profissional têm de ser aplicados por profissionais comprovadamente dedicados à desinfestação ou gestão de pragas. A entrada pode ser vedada com espuma de poliuretano ou algodão para impedir a saída das vespas. O ninho é retirado inteiro, colocado em saco de plástico e destruído, de preferência por incineração. Nos ninhos primários pequenos, o Plano admite congelação a -15 °C durante mais de 48 horas.

Segurança

Mantenha crianças e animais afastados. O NPIC recomenda seguir o tempo de reentrada do rótulo e aguardar até que os líquidos sequem. Peça o nome do produto e a ficha de dados de segurança, que em Portugal tem de estar em português quando o produto é colocado no mercado nacional (Decreto-Lei n.º 140/2017, artigo 9.º).

O Que Fazer Se Encontrar um Ninho

  • Mantenha a distância e afaste crianças e animais.
  • Não tente destruir o ninho nem o bloqueie parcialmente.
  • Se suspeitar de vespa-asiática, comunique através dos canais oficiais.
  • Nas restantes vespas, contacte a câmara para saber que apoio existe ou uma empresa especializada.

Se for picado, o Manual MSD aconselha aplicar gelo envolto em pano. Perante sinais de reação alérgica grave, procure emergência médica de imediato.

O Que Pedir no Relatório de Serviço

A norma europeia EN 16636 prevê que o prestador entregue ao cliente um relatório do serviço. Segundo o projeto final dessa norma (versão de 2014), o relatório devia incluir: identificação do prestador; nome e morada do cliente; confirmação do serviço e desvios; data, hora e tipo de serviço; produtos usados e área de aplicação; recomendações para evitar recorrência; e reentrada, se aplicável. Para vespas, peça também a espécie, a localização e a indicação de que o ninho foi retirado por inteiro.

Fatores Que Influenciam o Preço

O custo varia com a espécie, o tamanho e a localização do ninho e o método a usar. Nos ninhos em altura, como os da vespa-asiática (73% em árvores a mais de 10 m, segundo o documento de identificação de ninhos do ICNF e do INIAV), podem ser necessários meios de acesso adequados. Consulte o guia quanto custa remover um ninho de vespas em Portugal e peça vários orçamentos.

Perguntas Frequentes

Como distinguir a vespa-asiática do vespão?

A asiática tem patas amarelas, tórax quase preto e parte superior da cabeça escura; o vespão tem patas e tórax castanhos e parte superior da cabeça amarela (Plano de Ação).

A vespa-asiática é mais perigosa do que as outras?

Não individualmente, segundo o Plano, mas defende o ninho de forma agressiva.

Posso remover o ninho sozinho?

Não é aconselhado. O INIAV pede que não destrua nem enxote, e o Plano alerta que destruição parcial dispersa as vespas.

A quem comunico um ninho de vespa-asiática?

Através da plataforma STOPVespa do ICNF (Portugal continental), ou dos canais da sua câmara municipal.

Em que época é mais comum?

No verão o pico populacional (Anticimex); na vespa-asiática, de junho a setembro a maior pressão sobre as abelhas (Plano).

Vou ter de sair de casa?

Depende do local e do produto. Siga o tempo de reentrada indicado pelo técnico.

Quanto custa remover um ninho?

Varia com a espécie e a altura; veja o guia de preços.

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